domingo, 7 de abril de 2013

The Cure


Sobre o show ontem, The Cure me emociona... curti de boa (não sou nem histérica, nem frenética... sou elétrica, às vezes)... De repente eu vi o que estava acontecendo ali, Bob cantando na minha frente, foi uma sensação inexplicável por mais que eu não ficasse pulando. Foi mágico, foi lindo, mexeu com umas emoções muito, muito, de dentro... e a vontade de subir no palco e abraçar todos da banda??? Nunca senti isso.


Foram muitos os estresses antes do show, por causa de mudança de lugar (sem motivo maior), estresse com preço, estresse no meu dia antes de ir pro show. E lá, tudo passou, só com The Cure.



Tão lindinho o Robert Smith dançando, nem sei se ele curte dançar, mas dava a sensação dele estar curtindo o show. Minha surpresa foi ouvir "Why can't I be you?"... Como o próprio Bob disse, pra cada um as músicas têm um significado, uma importância e pra todos varia, essa pega em mim... "Close to me" virou hino desde a compra do ingresso, a música da realização. Eu também dancei!



Ao contrário do que se imagina, as mais de 3 horas de show não foram cansativas, muito pelo contrário, nem eu imaginava que passariam tão rápido... sem perceber o tempo, porque estava ali, toda encantada, não existe outra definição pro meu estado durante o show a não ser encantada.



Fiquei pensando em quem eu queria que estivesse ali e não estava, no maior clima nostálgico. Lembrei de diversos momentos da vida em que Cure foi trilha sonora. Viagem no tempo, todas as vezes que ouvi as músicas, de repente, a realização ali ao vivo e, eu assistindo, ouvindo, sentindo. Ao meu lado as pessoas cantavam as músicas e não só "as mais conhecidas". Por onde fiquei as pessoas vibravam. Quem estava comigo, assim como eu, ama o som, ama o grupo todo. Vibrávamos com cada gesto, com cada expressão. Bati palmas, gritei empolgada, dancei... queria mais!



THE CURE 06/04/2013 SÃO PAULO_ BRASIL, tocaram:
1.Open
2.High
3.End of the World
4.Lovesong
5.Push
6.Inbetween Days
7.Just Like Heaven
8.From the Edge of the Deep Green Sea
9.Pictures of You
10.Lullaby
11.Fascination Street
12.Sleep When I’m Dead
13.Play For Today
14.A Forest
15.Bananafishbones
16.Shake Dog Shake
17.Charlotte Sometimes
18.The Walk
19.Mint Car
20.Friday I’m in Love
21.Doing the Unstuck
22.Trust
23.Want
24.The Hungry Ghost
25.Wrong Number
26.One Hundred Years
27.End
28.The Kiss
29.If Only Tonight We Could Sleep
30.Fight
31.Dressing Up
32.The Lovecats
33.The Caterpillar
34.Close to Me
35.Hot Hot Hot
36.Let’s Go To Bed
37.Why Can’t I Be You?
38.Boys Don’t Cry
39.10:15 Saturday Night
40.Killing An Arab.




(Tirei fotos só até a metade do show, porque depois fiquei tão perto... que aproveitei pra curtir e parei com as fotos)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Abrir os olhos e enxergar melhor


Do cotidiano, algumas visões que levam a devaneios.

Desde que comecei a cursar o técnico em Modelagem do Vestuário passei a prestar mais atenção em como as roupas são construídas e fico olhando pra entender o desenho e o caimento. Começo contando a historia por esse ponto porque fiquei olhando a saia evasê numa senhora na rua por uns 5 minutos ininterruptos, torcendo para que ela não percebesse ou pelo menos não levasse a mal. 

Estudei Geoprocessamento (terminou ano passado) mais para entender processamento de informações ligado a algo concreto e que eu pudesse visualizar a informação no espaço. E isso me faz entender hoje porque cortar roupa no viés tem melhor caimento no corpo: porque a malha formada por triângulos em um terreno se aproxima mais da realidade do que uma malha formada por quadrados (numa malha de quadrados temos mais lados, e ao cortar e aplicar a malha no viés provoca a "quebra" nos dois fios de urdume e dois fios de trama desses quadrados fazendo suas diagonais "virarem em mais um lado dos triângulos").

Minha busca pelo Geoprocessamento se deveu a uma insatisfação pessoal por não ter estudado melhor o assunto durante meus anos de estágio em laboratório da graduação em Oceanologia. Aprendi a operar sistemas e entendia "por alto" o raciocínio geográfico e matemático (aulas de álgebra linear) por trás daquilo tudo. Acabei direcionando meu estágio pra isso, porque eu tinha noções de desenho auxiliado por computador (CAD), desenho vetorial, que eu entendia "por alto", e que acabei entendendo a matemática por trás daquela "mágica toda" nas tais aulas de Álgebra Linear (que reprovei uma vez e passei apertada na segunda vez). 

Aí eu estudei "Educação", costumo dizer que foi uma Pedagogia Condensada. Porque achei que tinha algo a dizer às pessoas. Porque achei que poderia ensinar algo... e aprendi que aprendemos todos juntos e que o importante mesmo é despertar a vontade de aprender. Hoje em dia acho que ensinar deveria ser encantar... magia ;o) Porque eu fiquei encantada com meu ensino/aprendizagem junto com todo mundo.

E eu fui estudar Oceanologia porque um dia eu estava no ponto de ônibus esperando pra ir pra aula do curso técnico em Edificações (há muuuuuuuuuuuito tempo... quase outra vida) e uma mulher puxou papo na parada de ônibus, o assunto levou a ela me contar que tinha estudado Biologia Marinha e trabalhado com fazenda de camarão... Achei divertido! Curioso... Mas pensei: Só Biologia? Acho que deveria estudar os mares e oceanos, imaginava... (Sério! Não tinha certeza que existia Oceanografia, nem como era... foi uma ideia que passou.... Comecei a investigar... Achei! Oceanologia no Rio Grande do Sul! Não sei porque, sempre quis morar no Rio Grande do Sul).

Ao estudar Oceanologia aprendi a VIDA! Fui pensando que aprenderia tudo sobre oceanos e mares, descobri que se tem muito pra se estudar ainda!!! Mas aprendi que se saímos de casa, o mundo, a vida, as pessoas nos recebem de braços abertos e nos ensinam a cada dia mais essa magia toda da vida. Eu vi o mundo. Eu me conheci. Eu conheci além! Meu experimento microcósmico!!! Meu experimento alquímico! Meu experimento de Gaia! O Experimento!!! E só experimentando é que conhecemos. Eu fui estudar oceanos e mares porque era "a maior coisa que poderia ser estudada", e me estudei. Ganhei visão sistêmica embasada... ou o embasamento para minha visão sistêmica e, passei a enxergar melhor o mundo. Achei que poderia "salvar praias" ou algo do tipo, e vi que todo problema vem dos problemas das pessoas. Despertou minha consciência: não tem que salvar praias... tem que "salvar pessoas" tem que mostrar a elas que nós edificamos o mundo que vivemos ou o "reformamos" ao modo que nos convém... 

Eu fui estudar Oceanologia porque eu já entendia como se projetava e se construía uma casa - Tinha que aprender como é que se fez o mundo - aprendi no técnico em edificações que comecei a cursar porque, na época, era onde aprenderia a desenhar. Tem que projetar, desenhar e depois construir. E voltei.

Aí, eu trabalhei... comecei trabalhando encantando (Curso de Difusão: Formação de Professores-Educadores Ambientais para Atuação no Território)! Quanta satisfação! Plenitude! Serenidade! Fui compartilhar conhecimentos com multiplicadores de conhecimentos, alguns eram encantadores outros ainda precisam ser encantados. E acabou... Não continuou... Por que??? Não sei. Fiquei perdida.

Então recebi convite para "tirar dúvidas" de pessoas com todo desejo de conhecimento (plantão de dúvidas de cursinho pré vestibular). Quanto papo bom! Quanto aprendizado! Quanta troca. E como era divertido!!!!

Aí, precisava de mais dinheiro: "vamos trabalhar sério". Voltei a desenhar, CAD. Foi legal, mas faltava algo.

Recebi uma ideia/proposta de futuro trabalho Oceanografando! Aí sim! Fui! Além de Oceanografar, mudei de novo. E como foi lindo de novo. A vida me recebeu de braços abertos e com afago! Tanta, tanta coisa que parece que foi mais tempo do que foi!!!

Aí, voltei de novo. E aqui estou vivendo. Vendo tudo isso e mais um pouco e ainda mais... Juntando tudo de um jeito que tem todo sentido na minha mente... Porque além disso teve muito mais... Isso só foi pra mostrar que quanto mais conhecemos melhor enxergamos o mundo. E estou aqui pensando em como se mostra isso pro mundo. Como se despertam consciências sobre a responsabilidade de cada um na construção do próprio mundo?????????

São devaneios... NADA LINEAR!

domingo, 24 de março de 2013

Intuição


Componentes importantes dessa ‘coisinha’ que chama intuição: memória boa e raciocínio rápido.

Um professor meu na faculdade disse uma vez: intuição nada mais é do que a capacidade de se pensar muito rápido, de forma que deixamos de perceber até o que compõe esse pensamento. Enfim, se intui depois se busca entender e explicar quais foram os elementos que formaram a tal ideia, ou não... aceita-se a intuição e pronto.

Desta forma, parece-me possível treinar/desenvolver a intuição em qualquer um que se interesse.. é só praticar.

Resolvi publicar isso porque ela "se manifestou! em um incidente doméstico... Mas dessa vez foi fácil identificar os elementos e sequências da historia, coisa que nem sempre é fácil.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Experimento-ação do Eu


É ação de desvendar quem é/sou Eu.
É o experimento de Ser.
É um momento sem tempo, começa e dura o tempo necessário e varia.
Ao contrário do que se pensa não acontece de uma hora para a outra, para ser com harmonia, precisa de planejamento.
Quando acontece de uma hora para a outra, sem planejamento, sem respaldo, é porque deixamos passar o momento, não planejamos e, de repente caímos no abismo e a queda será tão grave quanto à falta de preparação para o momento... E tem que acontecer. E pode parecer caótico.
Para que serve isso? Para saber para o que servimos!
O mundo está cheio de oportunidades, mas nem todas nos cabem. Servem para outros indivíduos, mas não para si mesmo.
Se não levar ao o que se serve, mostrará claramente para o que não se serve.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ao vivo

Às vezes, enxergo a vida como um palco sem diferença de nível ou com iluminação focada e sem platéia no escuro...
A luz e o destaque vêm de cada um e de sua atuação.
Vejo assim, não como um filme, porque é necessário muito improviso, sem ter como retroceder, avançar ou repetir alguma cena da mesma forma.
É ao vivo!
E acho interessante que muitos já pensaram, escreveram, disseram ou cantaram algo semelhante...
Mas viver é viver/vivenciar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Pedra Branca

O show do grupo Pedra Branca é algo que deve ser experimentado devido à riqueza do som e da execução primorosa das músicas. Há alguns anos conheço as músicas deste grupo e para mim é encantador, mágico, e dependendo do meu estado, pode ser transcendente. O grupo é formado  pelos seguintes músicos: Luciano Sallun, Aquiles Ghirelli, Daniel Puerto Rico, Flávio Cruz, Ana Eliza Colomar, Ricardo Mingard. Desta vez fui assisti-los no dia 20 de setembro de 2012 no Sesc Ipiranga.


Do programa temos o seguinte: “multiculturalidade criativa que o grupo desenvolve em suas sonoridades e pesquisas, integrando a música étinica tradicional mundial com vertentes da música urbana, cosmopolita contemporânea como o jazz, tri hop, dub, breakbeats, funk executados com identidade própria”.



Comecei a ouvir por indicação de uma música, depois acabei completamente envolvida pelo som. O envolvimento foi aumentando quando busquei as aulas de Tribal com a Shaide Halim que por um tempo acompanhou o grupo como dançarina, levando outras dançarinas, pessoas que conheço e admiro muito. Hoje a dançarina que acompanha o grupo é a Laíz Latenek que dança com muita intensidade e força.

Sobre o som, Pedra Branca faz com que viajemos pelo mundo sem sair do Brasil, de modo impossível de descrever. Ver e ouvir ao vivo permite sensações diferentes de ouvir o que é gravado em studio.  A primeira vez que ouvi, foi em uma rave, e compartilho que fui só para poder ver o grupo ao vivo, acabei ficando distante e perdi detalhes. Desta vez, estava no conforto de uma cadeira na primeira fila, mas o corpo exigia espaço para dançar porque o som envolve tanto que mente, corpo e alma se manifestam.

A riqueza da apresentação é imensa, traz a música, a dança e projeção visual. Para mim, foi impossível não dar destaque ao “plâncton que dançava”, os seres que vivem nas águas com os quais tive contato por anos, projetados pelo Vj Dhirak, entre tantas outras imagens. No figurino da Laíz, é possível ver uma ruptura do que é comum, é uma construção de artes visuais que veste uma artista dançante e vemos música em movimento.

domingo, 26 de agosto de 2012

Axé! Tecnomacumba!


Tecnomacumba é axé de todos que participam. Além da Rita, dos músicos e da bailarina, os próprios espectadores compartilham axé, dançando e cantando cultura brasileira. Esse banho de loção da cultura nacional aconteceu no dia 25 de agosto de 2012 no Sesc Belenzinho.

Tecnomacumba é o nome do projeto de mais de nove anos de Rita Benneditto nome que passou a usar neste ano de 2012, antes era Rita Ribeiro.

Iniciamos em clima de oração, com a música Divino, o mundo anda sem guia / making of da desgraça / road movie sem governo / ave-maria sem graça / o mal da naftalina”. Explosão com Saudação/Abertura, abre o show saudando as entidades da Umbanda e Candomblé na maior animação, cada orixá e entidade recebe sua saudação cantada por todos em coro, coisa linda de se ver e ouvir. Para animar mais segue com Moça Bonita, Uma rosa / Cor de sangue, cintila / Em sua mão / Um sorriso / Que nas sombras / Não diz nem sim nem não / Põe na boca a cigarrilha / E mais se acende o olhar / Que conhece o bem e o mal / De quem quiser amar. Animação total, afinal, já foi invocado todo o necessário para a alegria e diversão.


O show segue com Domingo 23, salve, Jorge! E vamos pra outra pra todo mundo pular novamente com Cavaleiro de Aruanda, chamamos por Jurema e saudamos Oxóssi, cantamos a lua e pulamos. Adiante com Babá Alapalá, que é uma entre as muitas histórias cantadas por Rita. E chega Xangô, o vencedor, gostosinha pra dançar. Depois a tranquila Oração ao tempo, música e lição lindas, Tempo, tempo, tempo, tempo / Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos / Tempo, tempo, tempo, tempo / entro num acordo contigo.

O vento bate na saia de Iansã, e fica tudo dançante novamente com A deusa dos orixás e Iansã, Rainha dos raios / Tempo Bom, Tempo ruim”. Chega a hora de Rainha do MarMinha sereia é rainha do mar / O canto dela faz admirar” e durante todo o show, a Rita Benneditto cantando e dançando! É muito axé! Voltamos às águas calmas, o momento É D’Oxum com entrada da bailarina dançando com as roupas e com a dança de Oxum e mais Mamãe Oxum.

Aí vem Coisa da Antiga, história de vida de muita gente e mais animação, Rita Benneditto   vestida de vermelho e bordada de santinhos, com muita presença cênica interpreta de forma caricata os personagens e vira uma velhinha para cantar “Bahia, / Oh África /Vem cá, vem nos ajudar /Na tina, vovó lavou, vovó lavou / A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada” . Segue cantando Cocada saudando Cosme de Damião e, os ibejis e continua, Ai meu Deus se eu pudesse / Eu abria um buraco /Metia os pés dentro criava raiz / Virava coqueiro trepava em mim mesmo / Colhia meus côcos meus frutos feliz / Ralava eles todos com cravo e açúcar”. Ao terminar  Co-co-cocada , vem seu momento Roberto Carlos, como ela mesma disse, e começa a distribuir rosas para o público. Fala sobre a mudança de nome para nos deixar curiosos, mas não esclarece muito. Conta sobre o Projeto Tecnomacumba com mais de nove anos de vida, e sobre a importância da cultura brasileira tão rica e combinada de diversos povos.
Jurema deu um estrondo / Que toda a terra estremeceu / Por onde anda os companheiros da jurema / Que até hoje não apareceu”, segue o show com Jurema e já sentimos que está chegando o fim “Ô juremê juremá / É uma cabocla de pena/ Filha de tupinambá / Rainha das águas e areias / Nunca atirou pra errar”. O show chega ao fim com Tambor de Crioula, “Ô dá licença minha gente eu vou m´embora / Eu vou m´embora já está chegando a hora / Eu vou m´embora mas um dia eu volto aqui”.
(Raven Kirsh para HAM WebRadio)

domingo, 15 de julho de 2012

Show!


Wayne Hussey em São Paulo
(Texto e fotos: Raven Kirsh, para HAM Web Radio)


Wayne Hussey fez uma apresentação no dia 14 de julho no SESC Ipiranga, a princípio uma noite fria que foi aquecida pelo som e pelo carisma deste músico. Entrando no palco com uma garrafa de vinho e cumprimentando o público em Português, conta que o vinho o ajuda a falar melhor nosso idioma, mas que seguiria falando em Inglês mesmo. Assim começou o show, quebrando o gelo.





Mas a historia começa mesmo é na divulgação. As redes sociais andam com um papel importante para divulgação de eventos, além dos sites dos próprios artistas. Tenho acompanhado as notícias e toda a divulgação da banda The Mission e do Wayne Hussey através de inscrição no perfil da banda no Facebook. Acho importante esse cuidado que eles têm em manter seus apreciadores bem informados, é garantia de público. Além dos eventos que foram anunciados no perfil, também colocaram notícias das entrevistas que faria. Esta semana Wayne Hussey apareceu em TV aberta, no Programa Todo Seu, nas TVs on line Show Livre e TVABCD.

Seguindo a historia vem a aquisição do ingresso, que foi tensa! Como fui ao Cine Joia assistir à The Mission, estava cheio, imaginei que os ingressos pra apresentação solo acabariam logo. Fiquei preocupada e coloquei na cabeça que precisaria chegar cedo no dia que as vendas das entradas se iniciassem. Cheguei numa das unidades do SESC – eles têm um sistema que diversas unidades vendem os ingressos para os diversos eventos – e, dito e feito, muita gente comprando ingressos. Respirei fundo, e pensei, “Ainda consigo o meu! Esse pessoal todo não vai pra mesma apresentação que eu”. Foi passando o tempo, uma hora passou e nada de chegar a minha vez. Quase duas horas depois, “Minha vez!”, vi o mapa do teatro e fiquei apavorada, quase todo tomado... Mas tinha um lugarzinho lá na primeira fila pra mim! Comprei um bom lugar. E sim, em pouco mais de duas horas os ingressos se esgotaram! Fica a dica para quem quiser ir a apresentações com poucos lugares e com bons preços, que se preocupem em adquirir logo o ingresso.


Enfim, o show! Após sua entrada e comunicação com o público, Wayne começa tocando “Beyond the pale”, parece que ele abre sempre com esta música, em seguida toca “Shades of green” e depois pergunta o que o público gostaria de ouvir. Alguém no fundo grita “Love me to death” e, ele começa a tocá-la. Segue tocando a música que escreveu para a esposa “Like a child again”, uma das que ele sabe que tocará em todo apresentação que fizer. O pessoal segue pedindo músicas, mas dessa vez ele diz que ele vai tocar algo novo, pedem mais uma música conhecida qualquer e ele diz algo como “Eu sei que vocês querem escutar essa música, é o que vou tocar”, e começa a tocar “I’m falling”. Segue tocando cover da Björk, “Unravel”, que está no álbum “Curious” que gravou com Julianne Regan (da banda All about Eve e, também o vocal feminino de “Severina”).



Começa a tocar “Dragonfly”, a primeira música que ouvi de The Mission nos primeiros anos de faculdade. Porque como dizem por aí, a música conecta pessoas, e meu gosto por rock gótico aflorou, certamente, com amigos que tive na universidade. Lembro de terem me emprestado o cd Aura, e me apaixonei pelo som. Segue outro cover que achei o máximo, “Ashes to ashes” do David Bowie e que também está no álbum “Curious" – Hussey-Regan). Mais um apanhado de The Mission com: “Island in a stream” e “Serpent’s kiss”.


Entre um bloco de músicas e outro, entre as trocas de instrumentos, Wayne vai falando com a plateia, num clima muito gostoso. Brinca que seus instrumentos estão à venda. Quando pega seu ukelele para tocar, alguém grita “cavaquinho” e, ele responde que não é o instrumento brasileiro. E toca com o ukelele: "Blush""; She conjures me wings"; "Shelter from the storm"; "Happy birthday to the Family", quando ele comenta que algumas pessoas da família dele estavam fazendo aniversário e pede ajuda do público. Lembrando que o show do Cine Joia com The Mission foi um dia depois do aniversário do Wayne, e também cantamos “Parabéns a você”.


Descontraído, como parece que sempre é, conversando com o público, conta a historia de que agora é um músico profissional, coisa brasileira, como ele disse, pois esta semana foi fazer o exame para a Ordem dos Músicos do Brasil. Disseram a ele que chegaria para fazer o exame da ordem e faria uma audição para duas “senhorinhas” (old ladies) e era só. Chegando lá, ele falou com uma mulher, que não tinha muito a ver com a ideia que lhe tinham passado e esta anotou seus dados e o encaminhou para a sala da audiência. Lá ele encontrou as senhorinhas de acordo com o que lhe tinham descrevido, achou bom ter levado seu violão, pois os que tinham por lá pareciam de “brinquedo”. Mas como não levou seu teclado, acabou usando um pequeno que tinha por lá e fazendo piada com isso, fez sinais de que tocou usando só os dedos indicadores, quando estava terminando de tocar, uma das avaliadoras pediu para continuar porque ela gostava da música, ele estava tocando algo do Elvis.



Além de tocar as músicas as mais pedidas e as não tão pedidas da banda The Mission, tocou além dos covers citados: U2, The Cure, Depeche Mode, Hank Williams, além de Happy Birthday e White Christmas. E eu acrescento que para ficar melhor para mim, só incluir na lista “Enjoy the silence” que também está no álbum “Curious” e dar um jeito de colocar algo de Joy Division. Quem quiser ver o setlist completo e ouvir é só acessar setlist.fm.



Depois de umas duas saídas e entradas, Wayne Hussey termina o show tocando “Butterfly on a wheel”. Foi um encerramento lindo! O coro foi emocionante. E Wayne terá público garantido onde quer que toque em São Paulo, pois estamos completamente encantados por ele.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Aonde o homem flutua

Ouço essa música do clipe abaixo com frequência no rádio durante a semana indo pro trabalho e sigo cantarolando pelo dia todo. E essa versão ficou mais fofa! Eu gosto da Pitty e o arranjo que fizeram, nesa versão ficou tudo de bom pro meu gosto é claro.

Acho legal que a letra contrapõe situações ou modos de se ver o mundo, eu também acho que o céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu (apesar de adorar o meio científico, os mitos e as artes me encantam mais).
E como ser dançante, também acho que "tendo a lua aquela gravidade aonde o home flutua, merecia a visita, não de militares, mas de bailarinos e de você e eu".





Flutuando, vendo distante e sabendo voar eu sigo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Diversidade

Essa semana passei por um evento que me fez refletir ainda mais sobre pessoas, preconceitos, respeito, diversidade, cultura e humanidade.


Tudo junto ao mesmo tempo ;)

Sabe quando vem aquele turbilhão de ideias na cabeça em um milésimo de segundo que faz vc questionar ou compreender alguma coisa? Aquela mobilização da sua bagagem de vida percorrendo a mente por um estímulo exterior...


Um evento no supermercado ao fazer compras, comprando alimentos, coisa simples que todo mundo faz e precisa fazer pra sobreviver. Se vc não faz, alguém tem que fazer por vc... Coisas assim.


Em meio a essa atividade cotidiana, alguém me pergunta se estou andando com alguém por quem esse alguém tem preconceito. Eu respondo que sim.

É engraçado as pessoas terem preconceitos. É mais fácil assumir o
que todos dizem do que ir investigar, se envolver com o outro para saber se ele é mesmo AQUILO que pensamos.

Somos diversos, em formas, tamanhos, vestimentas, comporta
mentos, "poder de compra", personalidade, estado de espírito.... Somos tão diversos quanto a natureza nos cria... somos parte dela, mesmo que a todo tempo tentemos transformá-la.




E na natureza TODA DIVERSIDADE É FUNCIONAL. Por isso, não vejo porque tanto preconceito, tantas amarras.


Uma vez li algo que dava uma ideia de que o outro deixa de ser nosso inimigo assim que conhecemos sua história...

Eu digo que todos somos perfeitos em nossas imperfeições. Às vezes é difícil lidar com isso, mas assim é.
Acredito muito em aperfeiçoamento, em chegar a uma meta que estabelecemos para nós mesmos... e isso é difícil. Se é difícil pra si mesmo, imagina como é inalcançável aperfeiçoar o outro!


TEMOS MUITA DIVERSIDADE A *APREENDER* UNS COM OS OUTROS.

Acredito que isso nos leva ao aperfeiçoamento, o contrário nos leva à estagnação, que não deixa de ser uma possibilidade. Mas ser humano é diverso.

(Obras da Tarsila do amaral para ilustrar a diversidade de modo bem colorido em formas diversas representando situações diversas)

domingo, 28 de agosto de 2011

DançAr-te


Dançar-te em verso
a música do movimento
no compasso do giro
o deslocamento do ritmo
a expressão da melodia.






domingo, 7 de agosto de 2011

Mudanças

A vida é boa. Algumas coisas mudam na vida.
E eu sempre acho que é para a melhor, mudar para a pior não faz sentido. Às vezes demoramos para enxergar esse melhor ou fazemos mal uso dessa mudança.

Eu andava entediada no meu trabalho, outras coisas estavam começando a me incomodar em outros assuntos, as coisas não andavam tão bem, eu sentia que era necessário mudar algo... um (re)ciclo.

E eis que a oportunidade bate à porta e, eu digo: Seja bem vinda! Chegou na hora!
E assim foi, mudei de cidade, mais uma vez, agora a trabalho.
Com isso, outras coisas mudaram.
Entre as coisas que sabemos está que toda mudança causa estresse de adaptação, a aclimatação é necessária.
Posso dizer que até esse período de estresse e aclimatação foi mais rápido do que eu imaginava.
O fator que mais me causou estresse, foi o que eu menos imaginava que causaria, mesmo assim.... Tudo continua valendo a pena para a alma que não é pequena...
E lá voei eu... Aproveitando da minha liberdade e das minhas "asas/nadadeiras", deixando as ventosas pra outro momento... e agora fazendo uso dos meus pés para caminhar e fazer meu caminho.

Mudei a trabalho, na profissão desejada, numa cidade que não imaginava, com pessoas que conheci, viajo toda semana pra estudo... E CONTINUO DANÇANDO!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu sou eu, você é você.

Porque as músicas sempre falam o que queremos expressar e embaladas em melodia...
E quando vc precisa, a musiquinha toca lá no fundo.


Flores Em Você

IRA!

Composição: Edgard Scandurra

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois...

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer...

Que vejo flores em você!...

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois...

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer...

Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!

Que vejo flores em você!...



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Anda complicado

Várias vezes entro pra blogar...
No fim das contas acabo desistindo pensando se é relevante ou não...
Ou apagando....

Acho que não ando muito nessa de publicações.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Foi pra lá que eu fui...

Foi pra lá que eu fui: Morretes - PR - Rio Mãe Catira.



(Foto by LineLisni)





É pra lá que eu vou...


(foto by LineLisni)



É d'Oxum...

terça-feira, 12 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O mundo é como o fazemos, como o vemos e como o dizemos.

Vi grafitado num muro: Sem registros não há história.

Esse muro grafitado tem muito a dizer.

Hoje, em especial, essa frase disse tudo.


Durante o dia fiquei lendo uns textos variados a respeito de ser mulher, as variações culturais sobre seu papel, diversos posicionamentos, os muitos receios de ser mulher...

E ser mulher é um gênero humano, assim como ser homem é outro gênero humano, ou seja, ambos são humanos.

E como seres humanos merecem respeito, tanto mulheres quanto homens devem ser respeitados.

Generalizar os gêneros é acabar com a diversidade, é uma visão reduzida.

Dizer que todos os homens são iguais e que todas as mulheres são iguais não tem fundamento.

Assim, como rotular é acabar com a individualidade.

Os humanos são! Cada um é e pronto!

Algumas pessoas preferem se agrupar e se rotularem como um modo de segurança, mas mesmo dentro de grupos existem distinções entre os membros.


O que isso tem a ver com o que é o mundo?


Tudo!


Minha reflexão foi gerada a partir da leitura das mulheres num contexto histórico-cultural, de imigrantes e refugiadas e os medos e os traumas gerados pela guerra.

O mundo é tão hostil quanto o fazemos numa guerra, ele se torna aquilo que presenciamos e diremos que ele é o que fizemos e o que vimos.

Isso foi a história que li...

Isso foi algo que aconteceu...

Foi algo bem triste.

E de total responsabilidade humana.


A partir disso, vemos que tudo pode ser de outro modo, se assim fizermos.


Penso que ainda temos muito por fazer.

O mundo continuará sendo o que fazemos...

Podemos fazer de diversas formas...

O mundo poderá ser como o vemos a partir do que fazemos...

Podemos ver o que fazemos também de diversas formas, sob diferentes olhares.

E ainda poderá ser dito de diversas formas, por diferentes palavras, que ainda poderão ser interpretadas de diversas maneiras.


Que história registraremos?


(Pretendo colocar a foto do graffiti aqui)