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sábado, 18 de julho de 2015

Coisas da vida

Faz muito, muito, muito tempo que não conto nada por aqui... O motivo é: estou vivendo, e não ando com disciplina para escrever com frequência. E por que isso mudou hoje?

Estou num momento em que as coisas vão se encaixando, com calma... mas encaixando, alinhando. Alinhamento comigo mesma, é o que sempre quero.

Estudei um monte de coisas, um curso técnico em edificações, estagiei, efetivei, aí... mudei... Mudei até de estado... fui pro sul.

Fiz amigos que são amigos até hoje. Fui estudar Oceanologia, meus 5 anos se transformaram em 7 anos... Formamos uma imensa nova família.. Pra mim, foi grandioso... E uma imensa transformação ao fim disso. Voltei.

Aí, tentei me "encaixar" no mundo... fiz força, não deu.
Consegui um tempo lindo e pleno trabalhando com Formação em Educação Ambiental pra professores... foi lindo, mas curto. Aí... fiquei perdida. Mas ganhei uma amiga que não tenho com descrever.

E comecei a dançar também <3 p="">
Trabalhei em cursinho pré vestibular, no plantão de Biologia... foi lindo também, a orientação de estudo é muito mais interessante que a "passar informação". Fiz amigos lindos... experiência linda.

Continuei dançando <3 p="">
Fiz uma especialização em Educação... foi interessante, os estudos e meios para "melhor ensinar estão aí", colocar em prática... é complicado. Dei aula em curso técnico em meio ambiente... sim, foi complicado, porque nem os alunos têm aceitação para o que há de melhor nos meios de ensino... Rolou uma desilusão.

Precisava de mais dinheiro, voltei aos desenhos CAD (os vetores, a geometria), lá, do técnico em edificações. Mas estagnou, mesmo com dinheiro, estava difícil compreender e me encaixar no sistema... Aí, rolou um chamamento Ocenológico, nem pensei, fui e mudei... Mudei até de estado, de novo... fui pro RJ.

Trabalhei, ganhei uma família interestadual, como Oceanóloga... Fiz doideiras, ia pro Rio e voltava pra Sampa toda semana, porque estava estudando, de novo, especializando em Geoprocessamento (eu e os vetores, agora aliados por tabelas). Continuei dançando e aprendi mais da vida: confia e vai se for o que lhe chama. Acabou o tempo, voltei de novo.

Perdida de novo, a única disciplina era a dança.... e muito encantamento. Vi possibilidades.

Resolvi estudar de novo, outro curso técnico: modelagem do vestuário... Foi divertido, voltei a desenhar e a criar de alguma forma... voltando a ter sentido... e percebendo o real sentido: eu quero viver com qualidade de vida, não é necessário atravessar o mundo todo dia pra "ganhar o pão", vou me adaptar...
Novas amizades, agora, tribo... coisa doida, mas real.... E como inspira.

Várias coisas doidas aconteceram (acontecem muitas coisas doidas comigo... ainda bem que consigo lidar)... porque eu ouço com bastante atenção aquela voz interior, e como ela me orienta sempre!!! Graças!

E hoje, estou trabalhando em casa, com qualidade de vida, com alguns "privilégios" que me permitem manter esse trabalho com paz, com harmonia e com imensa satisfação e contentamento... esperando que ele me mantenha, para que eu tenha segurança e que comprove que a vozinha interior sempre me guia para o melhor caminho.

Nos dias de hoje, mantenho atividades físicas regulares que contribuem para além da sanidade física, a sanidade mental. O trabalho criativo, é o que sempre desejei. A parte de bem estar e "ambiente saudável" está se concretizando devido às escolhas que fiz: o que ficou e o que deixei ir. Trabalho em casa ganhando financeiramente muito menos do que se estivesse empregada, mas consigo ir a pé pra 80% dos lugares que preciso... correria não existe, existem muitas coisas para serem feitas num dia, mas cada uma com seu tempo, consigo cozinhar, ouvir música, criar/trabalhar, eu me sinto livre sendo quem sou.

Claro, sempre temos o que melhorar, mas faz parte... Coisas da vida.

são coisas da vida...
e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica...

Qual é a moral? Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer por isso digo
Eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer, por isso sonho

https://www.youtube.com/watch?v=rrk0Bi7RwJU

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Abrir os olhos e enxergar melhor


Do cotidiano, algumas visões que levam a devaneios.

Desde que comecei a cursar o técnico em Modelagem do Vestuário passei a prestar mais atenção em como as roupas são construídas e fico olhando pra entender o desenho e o caimento. Começo contando a historia por esse ponto porque fiquei olhando a saia evasê numa senhora na rua por uns 5 minutos ininterruptos, torcendo para que ela não percebesse ou pelo menos não levasse a mal. 

Estudei Geoprocessamento (terminou ano passado) mais para entender processamento de informações ligado a algo concreto e que eu pudesse visualizar a informação no espaço. E isso me faz entender hoje porque cortar roupa no viés tem melhor caimento no corpo: porque a malha formada por triângulos em um terreno se aproxima mais da realidade do que uma malha formada por quadrados (numa malha de quadrados temos mais lados, e ao cortar e aplicar a malha no viés provoca a "quebra" nos dois fios de urdume e dois fios de trama desses quadrados fazendo suas diagonais "virarem em mais um lado dos triângulos").

Minha busca pelo Geoprocessamento se deveu a uma insatisfação pessoal por não ter estudado melhor o assunto durante meus anos de estágio em laboratório da graduação em Oceanologia. Aprendi a operar sistemas e entendia "por alto" o raciocínio geográfico e matemático (aulas de álgebra linear) por trás daquilo tudo. Acabei direcionando meu estágio pra isso, porque eu tinha noções de desenho auxiliado por computador (CAD), desenho vetorial, que eu entendia "por alto", e que acabei entendendo a matemática por trás daquela "mágica toda" nas tais aulas de Álgebra Linear (que reprovei uma vez e passei apertada na segunda vez). 

Aí eu estudei "Educação", costumo dizer que foi uma Pedagogia Condensada. Porque achei que tinha algo a dizer às pessoas. Porque achei que poderia ensinar algo... e aprendi que aprendemos todos juntos e que o importante mesmo é despertar a vontade de aprender. Hoje em dia acho que ensinar deveria ser encantar... magia ;o) Porque eu fiquei encantada com meu ensino/aprendizagem junto com todo mundo.

E eu fui estudar Oceanologia porque um dia eu estava no ponto de ônibus esperando pra ir pra aula do curso técnico em Edificações (há muuuuuuuuuuuito tempo... quase outra vida) e uma mulher puxou papo na parada de ônibus, o assunto levou a ela me contar que tinha estudado Biologia Marinha e trabalhado com fazenda de camarão... Achei divertido! Curioso... Mas pensei: Só Biologia? Acho que deveria estudar os mares e oceanos, imaginava... (Sério! Não tinha certeza que existia Oceanografia, nem como era... foi uma ideia que passou.... Comecei a investigar... Achei! Oceanologia no Rio Grande do Sul! Não sei porque, sempre quis morar no Rio Grande do Sul).

Ao estudar Oceanologia aprendi a VIDA! Fui pensando que aprenderia tudo sobre oceanos e mares, descobri que se tem muito pra se estudar ainda!!! Mas aprendi que se saímos de casa, o mundo, a vida, as pessoas nos recebem de braços abertos e nos ensinam a cada dia mais essa magia toda da vida. Eu vi o mundo. Eu me conheci. Eu conheci além! Meu experimento microcósmico!!! Meu experimento alquímico! Meu experimento de Gaia! O Experimento!!! E só experimentando é que conhecemos. Eu fui estudar oceanos e mares porque era "a maior coisa que poderia ser estudada", e me estudei. Ganhei visão sistêmica embasada... ou o embasamento para minha visão sistêmica e, passei a enxergar melhor o mundo. Achei que poderia "salvar praias" ou algo do tipo, e vi que todo problema vem dos problemas das pessoas. Despertou minha consciência: não tem que salvar praias... tem que "salvar pessoas" tem que mostrar a elas que nós edificamos o mundo que vivemos ou o "reformamos" ao modo que nos convém... 

Eu fui estudar Oceanologia porque eu já entendia como se projetava e se construía uma casa - Tinha que aprender como é que se fez o mundo - aprendi no técnico em edificações que comecei a cursar porque, na época, era onde aprenderia a desenhar. Tem que projetar, desenhar e depois construir. E voltei.

Aí, eu trabalhei... comecei trabalhando encantando (Curso de Difusão: Formação de Professores-Educadores Ambientais para Atuação no Território)! Quanta satisfação! Plenitude! Serenidade! Fui compartilhar conhecimentos com multiplicadores de conhecimentos, alguns eram encantadores outros ainda precisam ser encantados. E acabou... Não continuou... Por que??? Não sei. Fiquei perdida.

Então recebi convite para "tirar dúvidas" de pessoas com todo desejo de conhecimento (plantão de dúvidas de cursinho pré vestibular). Quanto papo bom! Quanto aprendizado! Quanta troca. E como era divertido!!!!

Aí, precisava de mais dinheiro: "vamos trabalhar sério". Voltei a desenhar, CAD. Foi legal, mas faltava algo.

Recebi uma ideia/proposta de futuro trabalho Oceanografando! Aí sim! Fui! Além de Oceanografar, mudei de novo. E como foi lindo de novo. A vida me recebeu de braços abertos e com afago! Tanta, tanta coisa que parece que foi mais tempo do que foi!!!

Aí, voltei de novo. E aqui estou vivendo. Vendo tudo isso e mais um pouco e ainda mais... Juntando tudo de um jeito que tem todo sentido na minha mente... Porque além disso teve muito mais... Isso só foi pra mostrar que quanto mais conhecemos melhor enxergamos o mundo. E estou aqui pensando em como se mostra isso pro mundo. Como se despertam consciências sobre a responsabilidade de cada um na construção do próprio mundo?????????

São devaneios... NADA LINEAR!

domingo, 28 de agosto de 2011

DançAr-te


Dançar-te em verso
a música do movimento
no compasso do giro
o deslocamento do ritmo
a expressão da melodia.






sábado, 26 de setembro de 2009

Além da conexão planetária

A Magda descobriu que somos gêmeas!
Tenho mais uma irmã virtual além da Jéssica!!!

As duas eu conheci "via blog".... Mundo estranho esse, mas com "coincidências" legais.

A Jéssica me encontrou há muitos anos e começou a comentar no meu blog e lá fui eu atrás responder. Acho que tem mais de 5 anos isso!!!!

E a Magda, comecei a ler suas ideias ou Alho com bugalho como ela chama - e já faz mais de um ano, quase dois - porque vi alguma coisa nos Snippets-atualizações dos blogs listados de uma irmã de facu, a .Kel. com seu .semumsentido. que sempre digo que tem muito sentido.

E segue a forma como a Magda descobriu que somos gêmeas, diz a Magda, no Alho com bugalho:

Eu e a Má somos gêmeas!!!

Descobri pelo msn, agora preciso contar para o Fantástico para que ele promova nosso encontro hahaha.
O mesmo signo, a mesma profissão técnica, o mesmo ascendente, a mesma visão, to bege!
Abaixo trechos da conversa:

Má =>The world is changing...I feel it in the water. I feel it in the earth. I smell it in the air. Much that once was is lost... diz:
e ae, frô?!
Magda diz:
heloooooooooouuuuuuuuuuuu
Má =>The world is changing...I feel it in the water. I feel it in the earth. I smell it in the air. Much that once was is lost... diz:
e ae.... ficou melhor?

Magda diz:
to melhor
briguei com deus agora ta tudo ok
haeahuehauehauheauhe
Má =>The world is changing...I feel it in the water. I feel it in the earth. I smell it in the air. Much that once was is lost... diz:
como assim?
(continua aqui...)


Veem como o mundo é imenso e pequeno? As distâncias dependem do quanto nos distanciamos... Assim como a aproximação depende da nossa vontade de estarmos próximos?

Qual a direção de todo esse movimento? para onde vai a evolução? O que querem os planetários? Observemos bem a magnitude do do processo: a interconexão e a unificação crescente da humanidade acompanham a abertura de todas as dimensões de seu mundo. Fazemos parte do despertar de uma espécie em formação, cada vez mais consciente de si mesma e do mundo que ela prolonga, continuando a produzi-lo. Para nós, converge a evolução cósmica. Mas ela não converge em direção a um estado particular, já fixado em não se sabe qual entendimento divino separado do mundo. Ela se move a partir de dentro, ela cresce descobrindo sua própria sensibilidade à medida que a desenvolve, com altos e baixos, um processo incerto, indeterminado, caótico, sempre em direção à inteligência e à liberdade, em direção à aceleração de um processo de expansão da consciência e de exploração das formas.


(Mais um trecho de A conexão planetária - Pierre Lévy)

Como disse a Prix, virei Levyete.

E leiam os "devaneios" (superreais ou melhor suprarreais) que eu e a Magda devaneiamos.... hahahahaha.... Abordagem multi e interdisciplinar da vida!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conexão Planetária



(...) Tudo o que nos habita acaba por se expressar na ecologia da experiência, por meio da qual evoluímos e, simetricamente, o mundo em que nos hospedamos acaba por nos habitar. O interior e o exterior trocam continuamente seus lugares na dialética da experiência pessoal da consciência coletiva. (...)

(...) Minha consciência , produto efêmero do grande todo é, nesse instante, o escrínio do mundo. E o mundo é essa jóia viva que cintila e cresce em uma consciência que se amplia e se diversifica constantemente, desde a origem do mundo que a carrega. (...)

(...) Não somos, considerando todos, um a um, senão janelas diferentes abertas para o espírito, índices apontando a passagem das luzes, texturas, energias e formas. Pequenos espelhos da contínua e multiforme espontaneidade cósmica. (...)

(...) No entanto, é preciso reconhecer que temos uma impressão inquestionável de nossa própria interioridade, nossa subjetividade, nossa experiência "pessoal". Do ponto de vista da experiência, efetivamente, a consciência não é um objeto do mundo, mas aquilo que tudo contém. (...)

(...) Do ponto de vista da experiência, a consciência é única e absolutamente solitária. (...)

(...) Certamente, nossa consciência pode se expandir e, principalmente, pode se expandir à consciência sensível da sensibilidade consciente de outrem. Mas essa consciência, por mais expandida que esteja, será sempre uma só e única consciência, aquela cuja natureza é a de conter, de ser, de manifestar o fluxo ininterrupto da experiência. (...)
(Citações do livro: A Conexão Planetária - Pierre Lévy)

Reflexo das leituras "necessárias" para a produção do trabalho de conclusão da especialização.

Além da profunda identificação com essa obra específica do autor... Muito do que já" me aconteceu" e nunca soube contar muito bem em palavras... Está dito nessas citações... Nesses trechos... De um livro com o qual me identifiquei muito!

A consciência pode ser solitária no seu processo de desenvolvimento... Mas a conexão existe quando percebemos que podemos dialogar com um livro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dança a Grande Mãe

Pelo dia da Terra, The Mummer's Dance...
Confesso que tenho vontade de ficar dançando com toda a liberdade da alma em volta de uma fogueira... dando voltas e voltas...


A dança dos mascarados

Na época da primavera

Quando as árvores são coroadas com folhas

Quando os freixos os freixos e o carvalhos, e as bétulas e o teixo

Estão vestidos de fitas

Quando as corujas chamam a lua sem fôlego

No véu azul da noite.

As sombras das árvores aparecem

Entree à luz das lanternas.

Temos caminhado a noite toda

E algum tempo deste dia

Agora, voltando novamente

Trazemos uma alegre guirlanda

Quem descerá para os bosques sombrios

E ali, convocar as sombras

E amarrar uma fita nestes braços aconchegantes

Na época da primavera

As canções dos pássaros parecem preencher o bosque

Quando o violinista toca

Todas suas vozes podem ser ouvidas

Tempo passado nos seus dias da mata

Temos caminhado toda a noite

E algum tempo deste dia

Agora, voltando novamente

Trazemos uma alegre guirlanda

E assim, eles se deram as mãos e dançaram

Rodando em círculos e em filas

E assim, a jornada da noite desce

Quando todas as sombras se vão

"Uma guirlanda aqui trazemos

E em sua porta esperamos

É um botão florescendbroto germinando

Um trabalho das mãos de deus."

Temos caminhado toda a noite

E algum tempo deste dia

Agora, voltando novemante

Trazemos uma alegre guirlanda

(Tradução minha, então... algumas coisas adaptadas. Ainda acho que daria pra melhorar a poesia)

sexta-feira, 28 de março de 2008

ARTE & LIBERDADE

Arte e liberdade, depois de muita Ciência na aula sobre "verdade" hoje. A verdade é que a vida é boa e pra ser vivida... Fazendo o que se gosta.
Hoje foi um dia bem dentro de "fazer o que se gosta".
Depois da aula de muita Filosofia, História e Psicologia da Ciência... Deixando a mente voar bem longe, chegando até a metafísica! Tenho que dizer que passear é bom... Sair e rir com uma amiga. Comer pizza. Falar bobeiras. Tomar coquetel com chai.
Estipular metas pra 2008 (hahahaha)
É fazer arte e liberdade =)