domingo, 4 de março de 2018

Revoluções da minha vida.

Esse texto vem da modificação de outro que uma amiga me pediu em 2017, e conta sobre revoluções pessoais. O título original: Revoluções de uma “vida cigana” crochetando e dançando. Aqui, apenas revoluções da minha vida.

Crochetar é tão significativo e revolucionário pra mim que poderia passar horas falando, mas passarei escrevendo. Vou contar do princípio para imergir em quem leia essa profusão de significados. Desde criança, 8 anos, faço crochê. Observava minha mãe fazendo e pedi pra que me ensinasse – sempre fui curiosa e gosto de aprender. Queria mais roupas pras minhas bonecas Lacinho, fazia roupas de inverno . Depois fui crescendo e fazendo outras coisas, mas nada muito significativo, até que de tanto estudar, não dava mais tempo, já no ensino médio estudava em tempo integral e bem longe de casa.

Retomei o crochet nos meados dos anos de faculdade porque eu precisava de complemento de renda – mudei para o Rio Grande do Sul. Nesse período voltei a criar coisas diferentes de acordo com os desafios que me davam, além de fazer "tradicionais tapetes e jogos de banheiro".

Mandala de mesa

Terminada a faculdade, retornei pra São Paulo, um monte de coisas me aconteceram e comecei a dançar, sonho de infância. Comecei com aulas de Dança do Ventre. Parei um ano. Quando voltei pra dança, em 2009, encontrei uma professora encantadora e dedicada, a Andreza Santana – primeiro Dança do Ventre, depois passei a fazer também Dança Cigana; e uma professora inspiradora, a Shaide Halim, com quem comecei a estudar Tribal. Aí já comecei a fazer os pompons, admirando figurinos e uma vontade imensa de me jogar nisso, mas com muitos receios ainda. Precisei parar o Tribal, mas segui na Dança do Ventre e na Dança Cigana.

Um xale bem diferente de pompons com barbante ecológico. Fotos da amiga Simone Fernandes, artesã da Hail, the mail: saia, choli turco e top de ATS.


Mudei pro Rio de Janeiro a trabalho e meu maior receio era não ter onde fazer aulas de dança, maior receio do que me mudar, do que me comprometer a ir e vir toda semana, pois trabalhava lá e fazia pós graduação no final de semana aqui em São Paulo. Foram 8 meses indo e vindo da Ilha do Governador, onde encontrei, a três quadras de casa, uma escola de dança – Viva! – e a professora Kalin Morgana Nunes pra dar continuidade às minhas práticas de Dança Cigana, pelo menos, já que eu não teria como dar continuidade às demais. Era um trabalho temporário e um ótimo desafio, aplicando conhecimentos de graduação em Oceanologia e pós em Geoprocessamento e o anterior curso técnico em Edificações... Ao finalizar os trabalhos no Rio, voltei pra São Paulo. Na sequência tive uma contusão que me deixou parada com pé engessado por 2 meses. Fiz algum crochet, uns xales, para não enlouquecer por ficar em casa, mas foi um bom descanso, pois eu tinha sido chamada pra trabalhar 6 meses e fiquei 8, na vida de dormir em ônibus de viagem toda sexta-feira vindo pra Sampa, indo direto pra aula da especialização, e toda segunda-feira chegando ao trabalho depois de ter passado a noite dormindo num bus (Foi intenso e pesado, mas tinha toda energia pra isso).

Xales em ponto segredo - Meditativo.

“Consertada” da contusão, quis voltar às aulas de dança. Já havia feito aulas de Tribal em 2009, mas em 2012, a Shaide não tinha mais turma de Tribal. Aí encontrei a Escola Campo Das Tribos da Rebeca Piñeiro, com quem fazia aulas de ITS (Improvisational Tribal Style) e Tribal Fusion. O primeiro xale que vendi foi pra uma amiga que fiz em aula – hoje continuamos amigas. Eu já tinha interesse em figurino, resolvi que seria algo por esse caminho que deveria seguir. Decidi estudar modelagem de vestuário na ETEC Carlos de Campos, por desejo de desenvolver melhor criação, prática e elucidar algumas curiosidades sobre Moda. Nesse período já fazia mais xales e acessórios de inverno, que são minha principal produção até hoje. Durante o período dos 3 semestres do curso técnico, na dança houve mudanças após a ida da Rebeca para a Califórnia para estudar com a Caroleena Nericcio, aulas de ITS, trocamos pra ATS (American Tribal Style), e a Lilian Kawatoko ficou como professora da turma da qual eu fazia parte; e o Tribal Fusion, ficou com a Mariana Maia; e eu acrescentei na minha vida: poledance!

Xale de ponto segredo para figurinos de Tribal Fusion, ATS, Dança Cigana e para o dia a dia para estilo BoHo. Fotos da amiga Simone Fernandes, artesã da Hail, the mail: saia de ATS

A Lilian, além de sister studio (certificação Fatchance Bellydance), é estilista, e teve a fantástica ideia do Projeto lab.in, que abraçou meus xales, e estes conseguiram chegar mais longe, pela loja Khalidah. Aqui ressalto a importância da colaboração entre mulheres para desenvolvimento mútuo, pois essas conexões que foram fazendo todas essas mulheres irem crescendo profissionalmente, e fui observando isso na minha própria vida, por isso, imensa gratidão à DANÇA e imensa gratidão ÀS MULHERES que estiveram neste caminho.

Mais mudanças, porque a vida flui. Fui atrás da Lilian Kawatoko e da Mariana Maia que passaram a ensinar no Espaço Romany, onde conheci a Ellen Paim, pessoa admirável e que me convidou para escrever sobre esse meu trabalho (o crochê) e a dança no GypsyCraft. A Ellen, além de adquirir xales feitos por mim, também abraçou e recebeu meu trabalho na loja física da Corseteria Rose Skull, agora, Antonietta Corsets que eu adorava visitar pra ficar conversando.
Ellen Paim, amiga, professora de Dança de Estilo Cigano, bailarina deste mesmo estilo, e um xale acrescentando movimento e cor ao figurino, autêntico, original e inspirado. E num look BoHo urbano ;) 

Entre pedidos de clientes, um boom de amigurumis (bonecos feitos em crochet), mais produtos, criações, percebi a necessidade de voltar a estudar e me joguei na busca pelo entendimento da Administração. Precisei me afastar da dança. Mas amizades permaneceram, além de outras que vieram chegando, como a Adriana Claro, terapeuta, do espaço Equilíbrio em Essência, que ofereceu apoio para deixar alguns dos meus trabalhos à venda.

Polvo amigurumi, para vermos o potencial de criação a partir do uso da técnica do crochet, que às vezes vejo como uma escultura ou “impressão 3D”.


As minhas revoluções foram acontecendo ao me dedicar à vontade de infância de dançar que permaneceu, mesmo por todo o caminho percorrido antes que a dança entrasse na minha vida. E crochetar é a atividade que se entrelaça e sustenta minha dança.
De touquinha.

Hoje, a ideia é expandir e compartilhar conhecimento da técnica do crochê com aulas em oficinas, incluindo o enfoque terapêutico. Crochetar é uma técnica de tecelagem, por entrelaçamento de fios, leva o tempo que todo mundo merece se dar. Agulha é ferramenta criativa e de transformação dos fios em novas formas, além de criar pra si, é possível presentear com horas de dedicação pelo seu trabalho uma pessoa querida. É atividade tradicional, ancestral e meditativa, necessita de concentração e introspecção, pode ser mágica ou alquímica. E claro, pode ser aplicada de diversas formas. Pessoas de todas as idades têm se interessado pela técnica, e por suas possibilidades de criação.


(O tempo e o aconchego necessários)


Ao meu ver, os xales abraçam, protegem, embelezam, envolvem, acrescentam movimento e cor, são histórias tecidas, e símbolo dessa minha trilha que espero que tenha sempre mais e mais mulheres aprendendo, compartilhando, apoiando umas às outras.E nesse caminho sigo: tecendo ideias e entrelaçando fios.

(Xale em ponto segredo com apliques recortados de um tule bordado usado por uma noiva, ideia da Juliana Bertolini)


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quarta-feira, 1 de março de 2017

Carnaval

Esse ano, a partir de um convite, fui a um ensaio de escola de samba (do grupo de acesso de São Paulo). Estava numa bad e qualquer convite estava sendo melhor que ficar nela... E com a certeza de que o som da bateria ao vivo daria uma limpada na alma, porque sempre limpa.

Parte da fantasia: A cor do preconceito.
Aconteceu o que previ, a bateria lavou a alma, e fiquei lá assistindo à amostra grátis de ensaio, afinal, durante a semana, e sabemos que nem todo mundo está disponível. Ao som da batucada, olhei algumas fantasias de alas que estavam expostas simpatizei com uma, e era com ela que minha tia (quem me convidou) disse que entraria no Anhembi. Fomos falar com o coordenador de ala, porque ainda havia coisas a serem resolvidas, chamaram-me pra desfilar, não quis. Chamaram de novo, eu ouvi o som... e pensei "Bora meter o lôco", no mínimo, seria uma experiência diferente.
Até aí foi o contexto da decisão.

Agora vem parte da historia de vida.
Desde criança eu ouvia sambas enredos dos grupos especiais de São Paulo e do Rio de Janeiro, era quase um ritual pro meu pai. Chegava período de venda dos LPs, sempre se dava um jeito pra ele comprá-los ou ganhá-los. Aí, tooooodo final de semana todo mundo em casa era "meio obrigado" a ouvir (eu não ligava, era divertido... só quando fui ficando mais velha começou a incomodar, mas também diminuiu a frequência com que o pai ouvia e depois fui estudar longe, e nem sei quando esse hábito cessou). A parte interessante disso é que eu nunca tive preconceitos com o som, nem com o espetáculo em si. Desde "sempre" sabia que os sambas enredos contavam historias, que o espetáculo (desfile de todas) tinha uma construção conceitual (claro que só falo de conceitos agora, antes só entendia que carros e fantasias ajudavam a contar a historia da música). Eu só cansei de ouvir mesmo.

Vamos às opiniões sobre o que for surgindo em mente. (Sempre penso várias coisas, mas até escrever...).

- Minha opinião sobre a experiência de desfilar: é divertido (eu curto um palco se ainda não perceberam). É um espetáculo feito por muitos desde a criação até o desfile (é um mar de gente desfilando). É bonito, e rola aquela coisa comum em grandes eventos com muitas pessoas: o êxtase coletivo. Esse êxtase é uma energia, vibração, uma onda, sei lá o que ... (você sabe o que é, já sentiu) comum quando muitas pessoas estão juntas com um objetivo em comum, pode ser show de música, pode ser pelo time de futebol (não sou dessas, mas observo que rola), pode ser qualquer coisa. Ali desfilando, é parecido... pra uns mais intenso, pra outros menos intenso... da mesma forma que em qualquer outra situação. Teve bagunça de entrega de fantasias, mas todo mundo se ajudou (cooperação é uma coisa linda). Teve um cansaço monstro (chega-se muito antes, afinal é muita gente pra ser organizada, muita fantasia pra ser entregue), tem a preparação/caminhada até a entrada.... Mas.... foi o maior palco e maior platéia da minha vida...HAHAHAHAHA... E com um bando de gente que não conhecia, mas com algo em comum "Bora desfilar!". E conto pra vcs que só decorei tudo, ali na hora de entrar (ouvi, li e estudei um pouco antes, mas concluí enquanto a escola já tinha entrado pelo portão). Ah! Os carros alegóricos, são gigantes vistos do chão, bem diferente da visão da arquibancada.

- Minha opinião sobre materiais: Esse ano uma escola fez o desfile sem materiais de origem animal, acho uma ótima iniciativa! Linda mesmo! (Continuo omnívora, então, ainda rola consumo de animais mas toda mudança é válida) Os demais materiais: plásticos, tecidos, glitter, lantejoula, paetê, papel, isopor, os metais todos... enfim, é uma infinidade de material, não são menos prejudiciais, porque indiretamente, se não cuidados (e não são) afetarão ambientes e, consequentemente, seres vivos. Foi uma iniciativa legal, levou todo mundo a pensar. Mas outra coisa é que boa parte dos materiais são reaproveitados, porque o custo de executar esse espetáculo, mesmo com subsídios é beeeem alto, é muitaa gente envolvida e muito material. (não sei dar detalhes porque caí de para quedas na experiência, e só posso dizer o que observei, sem pesquisa... quem sabe um dia vou atrás de saber como é todo o processo)


- Minha opinião sobre trajes/fantasias: Tem a parte das alas, são pra formar massa, elas estão contextualizadas, mas boa parte é bem incômoda. Imagina carregar isso tudo, por mais que se usem materiais leves, o efeito visual precisa ser marcante e cada criador tem seu estilo de composição. Sobre a pouca roupa de algumas pessoas que desfilam (aqui é que acho que a polêmica poderia ser maior) é que cada um sabe o que vai vestir, quem vai de salto sabe que vai de salto, quem vai com quase tudo de fora, sabe que será assim, é uma escolha e acho que merece respeito... o problema mesmo só vejo nos "close errado" que apareciam na tv  (já não assisto mais, então não sei dizer se algo mudou); é ruim super exposição? É pra quem não quer se expor, mas e se a pessoa quer? Por que ficamos "cuidando" (na ideia sulista) tanto disso? Qual é nosso real problema com isso? (é uma pergunta pra reflexão).
Eu estava atrás da moça no centro da foto :o) Desfile da Camisa Verde e Branco 2017 - A revolta da chibata

- Sobre a música/som e enredo: é samba, há quem goste e há quem não goste, e tudo bem... Afinal, gosto é pessoal, assim como opinião; sabemos dos nossos, respeitamos os dos outros sem impor os nossos sobre os outros. Sobre o enredo sei que existe pesquisa para o desenvolvimento dos temas, existe seleção dentro da comunidade da escola (não sei quem tem 'poder de voto'), ele vai contar uma historia. Sobre a bateria, gente, a bateria é algo muito bom! Já havia assistido ao desfile de campeãs uma vez, e ficamos em frente ao recuo da bateria (se foram assistir um dia, é perto desse recuo o lugar!, é de lavar a alma (pra quem gosta, claro... se vc não curte um barulho, nem tenta).

Enfim, é uma experiência válida, é algo divertido, precisa ter disposição, se for com pessoas conhecidas (fui em família <3 algu="" amigos...="" ando="" balan="" cantando...="" como="" curtir.="" dan="" e="" fazer="" fica="" interagir="" m="" melhor="" ou="" p="" quiser="" s="" sair="" se="" soci="" super="" vel="">

domingo, 16 de agosto de 2015

A Força


Declaro que sempre que preciso de conversas profundas, pra me ajudarem a entender algumas coisas e raramente tenho com quem conversar, ou quero buscar alguém para falar a respeito... e para sair de um looping infinito de pensamentos eu converso com minhas cartas de tarot.

E em alguns momentos e situações da vida, essas conversas se tornam mais frequentes.


Um questionamento de resposta óbvia que entra no looping infinito, mesmo que a resposta das cartas seja a mesma da minha mente... Acaba aliviando, de uma forma, colocando pra fora o que perturba.

Numa jogada de 3 cartas... A primeira introduz, problematiza e resolve tudo:  A FORÇA.
E vou colocar um trecho da problematização dada pela Liz Greene:
(...) por mais promissora que possa parecer a atitude do Leão, não devemos nos esquecer de que ele é um animal selvagem e que tem vícios próprios da natureza animal. E o aspecto evidente de uma pessoa mal conduzida é exatamente o impulso do "eu primeiro", que irá destruir qualquer um ou qualquer coisa que se interponha em seu caminho contanto que sua própria satisfação esteja garantida. A raiva é uma das manifestações desse impulso -- mas não a raiva sadia, que pode muito bem ser dirigida em situações específicas --, mas aquela ira incontida, furiosa e sanguinária que nos acomete sempre que não conseguimos o que queremos. Outro aspecto dessa fúria é o orgulho desmedido -- não o amor próprio, mas sim a auto-importância inflada e bombástica -- que pode nos tornar selvagens e incansáveis diante daqueles que se atrevem a nos ofuscar. O leão se parece muito com a criança enraivecida dentro de nós, ao mesmo tempo em que destrói cegamente aqueles que não nos obedece, naquele momento. Entretanto, se essa fera for dominada então poderemos fazer uso daquela pele mágica, que em termos psicológicos significa integrar o poder vital da fera fazendo-a servir ao ego e ao consciente responsável.
Assim, a conquista do leão não representa simplesmente uma matança, mas uma espécie de transformação para que a força e a determinação da fera possam se expressar pelo aspecto humano e não animal.


 

sábado, 18 de julho de 2015

Coisas da vida

Faz muito, muito, muito tempo que não conto nada por aqui... O motivo é: estou vivendo, e não ando com disciplina para escrever com frequência. E por que isso mudou hoje?

Estou num momento em que as coisas vão se encaixando, com calma... mas encaixando, alinhando. Alinhamento comigo mesma, é o que sempre quero.

Estudei um monte de coisas, um curso técnico em edificações, estagiei, efetivei, aí... mudei... Mudei até de estado... fui pro sul.

Fiz amigos que são amigos até hoje. Fui estudar Oceanologia, meus 5 anos se transformaram em 7 anos... Formamos uma imensa nova família.. Pra mim, foi grandioso... E uma imensa transformação ao fim disso. Voltei.

Aí, tentei me "encaixar" no mundo... fiz força, não deu.
Consegui um tempo lindo e pleno trabalhando com Formação em Educação Ambiental pra professores... foi lindo, mas curto. Aí... fiquei perdida. Mas ganhei uma amiga que não tenho com descrever.

E comecei a dançar também <3 p="">
Trabalhei em cursinho pré vestibular, no plantão de Biologia... foi lindo também, a orientação de estudo é muito mais interessante que a "passar informação". Fiz amigos lindos... experiência linda.

Continuei dançando <3 p="">
Fiz uma especialização em Educação... foi interessante, os estudos e meios para "melhor ensinar estão aí", colocar em prática... é complicado. Dei aula em curso técnico em meio ambiente... sim, foi complicado, porque nem os alunos têm aceitação para o que há de melhor nos meios de ensino... Rolou uma desilusão.

Precisava de mais dinheiro, voltei aos desenhos CAD (os vetores, a geometria), lá, do técnico em edificações. Mas estagnou, mesmo com dinheiro, estava difícil compreender e me encaixar no sistema... Aí, rolou um chamamento Ocenológico, nem pensei, fui e mudei... Mudei até de estado, de novo... fui pro RJ.

Trabalhei, ganhei uma família interestadual, como Oceanóloga... Fiz doideiras, ia pro Rio e voltava pra Sampa toda semana, porque estava estudando, de novo, especializando em Geoprocessamento (eu e os vetores, agora aliados por tabelas). Continuei dançando e aprendi mais da vida: confia e vai se for o que lhe chama. Acabou o tempo, voltei de novo.

Perdida de novo, a única disciplina era a dança.... e muito encantamento. Vi possibilidades.

Resolvi estudar de novo, outro curso técnico: modelagem do vestuário... Foi divertido, voltei a desenhar e a criar de alguma forma... voltando a ter sentido... e percebendo o real sentido: eu quero viver com qualidade de vida, não é necessário atravessar o mundo todo dia pra "ganhar o pão", vou me adaptar...
Novas amizades, agora, tribo... coisa doida, mas real.... E como inspira.

Várias coisas doidas aconteceram (acontecem muitas coisas doidas comigo... ainda bem que consigo lidar)... porque eu ouço com bastante atenção aquela voz interior, e como ela me orienta sempre!!! Graças!

E hoje, estou trabalhando em casa, com qualidade de vida, com alguns "privilégios" que me permitem manter esse trabalho com paz, com harmonia e com imensa satisfação e contentamento... esperando que ele me mantenha, para que eu tenha segurança e que comprove que a vozinha interior sempre me guia para o melhor caminho.

Nos dias de hoje, mantenho atividades físicas regulares que contribuem para além da sanidade física, a sanidade mental. O trabalho criativo, é o que sempre desejei. A parte de bem estar e "ambiente saudável" está se concretizando devido às escolhas que fiz: o que ficou e o que deixei ir. Trabalho em casa ganhando financeiramente muito menos do que se estivesse empregada, mas consigo ir a pé pra 80% dos lugares que preciso... correria não existe, existem muitas coisas para serem feitas num dia, mas cada uma com seu tempo, consigo cozinhar, ouvir música, criar/trabalhar, eu me sinto livre sendo quem sou.

Claro, sempre temos o que melhorar, mas faz parte... Coisas da vida.

são coisas da vida...
e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica...

Qual é a moral? Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer por isso digo
Eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer, por isso sonho

https://www.youtube.com/watch?v=rrk0Bi7RwJU

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Dos meus elementos

Sou tanto Fogo
Que me transbordo
em Água
É como esse Mundo
Terra
Compreende
esse Ar,
Sopro Divino
Vida

domingo, 19 de maio de 2013

Uma leitura

Terminei a leitura de um livro bastante interessante que peguei na biblioteca por curiosidade. Por ter uma linguagem simples e eficaz, acabei curtindo e lendo rápido. Eu ando sem vontade de escrever minhas reflexões sobre o que ando lendo, fazendo e tudo mais, porque estou vivendo demais e refletindo também, mas sem a necessidade de escrever sobre isso... Mas o livro é interessante, o dia está propício e vou registrar alguns trechos que marquei no final da leitura que penso que podem ser úteis futuramente, vou deixar aqui como um "fichamento". A edição que li é de 1985, passam-se os anos e vemos que as mudanças são lentas... se lemos livros mais antigos, ainda vemos muita coisa igual ainda hoje, sem falar nos de ficção, principalmente, científica que projetam num futuro muito distante ou não tão distante o que temos no dia-a-dia.

Sobre Igreja e mídia:
Além da evangelização através da mídia, utilizam-se dos meios de comunicação para promover guerra política contra qualquer político - no poder ou concorrendo ao mesmo - cujos ideais divirjam de seus pontos de vista políticos e morais. pg. 111

 Não se pode questionar a correção da "Moral Marjority" através da mídia. ela está exercendo seu direito conforme a Constituição - de se fazer ouvir e tal direito deve ser respeitado. Devemos, porém, enfrentar as consequências de tanto poder - através da mídia - concentrando em mãos de um grupo determinado a afetar padrões morais, éticos e políticos de um país. A aliança original entre a religião e o rádio pode tornar-se uma das mais poderosas da historia - uma aliança entre Deus e este segundo deus que é a mídia. pg.112


Sobre política e mídia:

Diz-se que os debates concedem tempo para os candidatos pensarem sobre os assuntos, mas esse "tempo" varia de 30 a 120 segundos para responder a perguntas do tipo: "Como o senhor reorganizará a economia?", "Quais são os maiores problemas do país?", "Que medidas irá adotar?", "Como irá tratar de problemas como o crime, educação e desemprego?" Com espaços de 30 a 60 segundos, o rádio e a TV também concedem tempo similar para que o candidato faça uma declaração sobre qualquer aspecto de sua campanha, mas longas horas de meditação podem anteceder a preparação desta intervenção de 30 a 60 segundos. Para prepará-las, o candidato não tem de caminhar com seus próprios pés, ele conta com o auxílio de escritores e estrategistas, pesquisadores e produtores.
A intenção desses debates e outros noticiários ou comentários livres orientados ara um assunto conflitante, é focalizar os problemas do candidato ao invés dos problemas dos eleitores e desencorajar a evasão de eleitores no dia da votação, transformando o processo eleitoral em um jogo cujos vencedores serão anunciados na noite da eleição. Esta situação estimula o candidato a confiar em uma quantidade significativa de comerciais pagos, panejados para associá-lo aos problemas dos eleitores. Os profissionais que um candidato contrata para trabalhar na campanha são de importância vital. (...)
A mídia tende a acentuar as desigualdades financeiras entre os candidatos.  O candidato que dispõe de amplos recursos ou de apoio financeiro, leva uma tremenda vantagem sobre os outros pois pode comprar mais tempo publicitário e literalmente tornar seu nome familiar. Até recentemente, as empresas e as pessoas com recursos podiam manipular o poder político através do apoio financeiro a um candidato, mas a nova legislação sobre a captação de fundos para eleições restringiu muito essas contribuições.
Com a introdução da mídia na política, uma campanha eleitoral assume novas formas e dimensões e depara com novos empecilhos. No entanto, os benefícios parecem contrabalançar as desvantagens: o candidato precisa ser objetivo e convincente, senão corre perigo do ouvinte aborrecer-se e desligar o aparelho de rádio ou TV; o candidato goza de acesso a todos que podem votar, e não somente a seus partidários; um candidato pode fazer com que os jovens se interessem pelo processo político mesma antes de estarem capacitados a votar. pgs. 118 e 119


Sobre ensino:

 A função do professor estará mais em harmonia com a realidade quando ele compreender como e porque a mídia tornou o domínio da leitura e da escrita menos importantes para a criança. O papel da escola deixou de ser organizar a distribuição da informação, mas o ensino de como os alunos devem lidar com a informação, que é agora comum a todos; numa palavra, a escola devem ensinar os alunos a pensar e a utilizar a TV, rádio, a leitura, a escrita e toda e qualquer forma de comunicação como instrumentos no processo de aprendizado. Devido à sobrecarga de informações a função da escola é auxiliar os alunos  a selecionar adequadamente esse fluxo de informação que poderá oprimi-los. O papel do professor deveria incluir ensinar às crianças como estruturar e classificar informações que elas já possuem e estão constantemente recebendo. Muitos poucos professores adotam essa abordagem e as crianças pagam o preço dessa falha dos mestres, desinteressando-se pela escola. pg.130
Aqui preciso tecer o comentário de que constantemente proponho isso aos meus professores de ensino técnico, e raramente eles dão esse foco às atividades, a parte boa, é que como falo isso abertamente em sala de aula, os colegas acabam ouvindo e quem sabe um dia, percebam que esse é o único meio de aprendizado tranquilo e significativo.

Robert Frost comentou que "o ensino nos persegue até que nós o percebamos". Certa vez Buckminster Fuller escreveu: "Os seres humanos desenvolveram a palavra para que possamos comunicar nossa experiência: isso é ensino". Acrescentou ainda que no mundo moderno cada criança que nasce depara-se com mais informações dignas de confiança. Fuller não estava preocupado se a informação era absorvida através da leitura, da historia em quadrinhos ou da televisão. "As crianças vão se agarrar de qualquer  meio, e apossar-se da TV, isto é realmente maravilhoso. Um problema evidente é que estamos usando a televisão como um meio para ganhar dinheiro - vender pasta de dente etc. As crianças, todavia, não estão realmente interessadas nessa informação, mas em seu funcionamento. Elas adoram a técnica e a estudam o tempo todo. Elas absorvem muito mais do uso da linguagem que a mensagem", afirmou Fuller.
Como Frost poderia ter indagado, a verdadeira questão é: "Como é que seguimos o pensamento de outras pessoas?" O meio através do qual o fazemos não é importante.
Basicamente a relação entre a leitura e a televisão não é mais antagônica do que a relação entre o cavalo e o automóvel. O cavalo e o automóvel não sentem raiva um do outro. São os cavaleiros que se irritam com o automóvel, e os professores orientados pela palavra impressa irritam-se com a televisão, quando, na verdade, é possível uma coexistência pacífica. pg. 131

Uma revolução está prestes a ocorrer no campo da educação: a revolução na biblioteca. Com o rápido desenvolvimento da transmissão de textos a distância, em breve não haverá necessidade de biblioteca com sua estrutura de hoje em dia. A biblioteca do futuro será um centro eletrônico contendo fitas ou discos magnéticos com linhas conectadas a terminais de vídeo. Não será necessário, por exemplo, trazer uma fita para casa, porque o "consulente" estará eletronicamente ligado à biblioteca, onde um dispositivo irá transmitir o som daquela fita para o escritório, a escola, o lar. (...)
Para finalidade de estudo, pesquisa ou simples divertimento, muitas pessoas ainda irão desejar ler ao invés de ouvir uma fita sobre determinado assunto e neste ponto a nova biblioteca também será importante. Estamos agora testemunhando uma explosão da transmissão eletrônica da palavra impressa. Agora você pode comprar um dispositivo, conectá-lo ao seu telefone, e receber material - de qualquer banco de dados do mundo - que será "impresso" na tela de sua televisão. Em breve poderemos receber em forma impressa - através de nossa televisão - qualquer tipo de material publicado: jornal, noticiário, livro, catálogo. A nova biblioteca poderá "datilografar" este material impresso na tela de seu aparelho de televisão e desta maneira fornecer-lhe o assunto de leitura que você escolheu. A tela de sua televisão e os alto-falantes de seu amplificador serão sua biblioteca particular. Você não precisará ir à biblioteca para pegar material. A biblioteca e suas informações virão à sua casa. 
 Esta nova capacidade eletrônica sugere que em muitas situações a educação se tornará, em breve, parte do processo de trabalho. Você poderá aprender no momento em que surgir tal necessidade de aprender, o processo educativo torna-se mais simples, mais envolvente e duradouro. pgs. 136 e 137
Algum dia a biblioteca - como também a escola -,  não mais será o local onde os alunos passam várias horas por dia. Ela se tornará um estúdio ou um centro de transmissão para difundir conhecimento extensivo. Até o momento não podemos precisar os efeitos da nova tecnologia sobre os padrões de trabalho e sobre os ambientes. Podemos somente dizer que a nova tecnologia irá provocar amplas mudanças à medida que a educação moderna , lentamente,  e com uma certa relutância, entra na era eletrônica. pg.138


Sobre trabalho:
 Um estudo recente demonstrou que atualmente a maioria da comunicação cara a cara em grandes escritórios acontece somente quando as pessoas se encontram a menos de 24 m de distância umas das outras. Há uma tendência a utilizar o telefone quando as distâncias são maiores. Um amigo, superintendente de uma agência de publicidade, fez uma experiência com a finalidade de verificar o quanto ele realmente precisava ir ao escritório para trabalhar. Durante toda aquela semana, ele só precisou ir ao escritório três vezes para tratar de negócios relacionados ao trabalho. 99% das tarefas podiam ser realizadas em casa. pg.144
 Poderá ocorrer uma mudança significativa nos padrões de trabalho: os novos sistemas de comunicação podem substituir as viagens de negócios. Além disso, um número maior de pessoas irá trabalhar em casa, utilizando-se da nova tecnologia para operar os negócios, conectando-os a escritórios centrais. Antes de determinar o local para instalação dos escritórios centrais, as indústrias irão prestar maior atenção às redes telefônicas disponíveis, sistemas de cabos e ligações via satélite.
São dramáticas as implicações potenciais dos novos serviços de comunicação entre os indivíduos. Esta tecnologia, e os serviços por ela oferecidos - ou não -, irão afetar a qualidade e caráter de nossa comunicação a qual pode desenvolver-se à maneira do telefone, com seu conteúdo determinados pelos usuários. na verdade, esperamos que os novos serviços complementem, e não substituam, o contato interpessoal, criando novos tipos de interação entre as pessoas. O desenvolvimento pode seguir qualquer um dos caminhos.
A nova tecnologia permitiria que o público dispusesse de mais fontes de informação, o que poderia romper o tipo de informação comum fornecida pela TV, Durante os anos 60 e 70, a fonte de informação era uma só: a televisão. pg. 155
No/a governo/governança:
 As novas tecnologias da comunicação proporcionaram um meio de feedback instantâneo: todas as pessoas- sem sair de casa - podem pressionar uma tecla e votar ou emitir uma opinião sobre questões públicas. Isso pode gerar uma maior participação política, mas também menos volantes do que as eleições atuais. Se de fato isso acontecer, a resposta lógica seria incorporar formalmente ao governo o novo processo de comunicação. O público poderia votar diretamente em assuntos políticos e na legislação. Nestas circunstâncias muitos funcionários eleitos poderiam ser substituídos por administradores cuja tarefa seria apresentar questões para votação pública, o que induziria um aceleramento em nível governamental. As mudanças na política e na legislação poderiam ocorrer mais rapidamente, os ciclos de recessão e recuperação reduzir-se-iam a poucas semanas, pois as alterações políticas e sociais ocorrem na medida em que aumenta o fluxo de informação.
Indubitavelmente o uso das novas tecnologias de comunicação no governo de um  país será acompanhado por inúmeros problemas. Poderia ser proveitoso considerá-los de modo mais profundo porque a tecnologia pode conduzir a importantes resultados políticos e sociais imprevistos, não obstante inevitáveis. Tais tecnologias podem conduzir a uma reestruturação do governo - logo, elegemos alguns representantes. No entanto, o advento das novas tecnologias pode provocar uma reestruturação a nível governamental: nós podemos estar no governo, não precisamos representantes, porque agora nós somos os nossos próprios representantes.
 

Trechos do livro "Mídia: o segundo deus" de Tony Schwartz, tradução de Ana Maria Rocha. Editora Summus. São  Paulo. 1985.
 

domingo, 7 de abril de 2013

The Cure


Sobre o show ontem, The Cure me emociona... curti de boa (não sou nem histérica, nem frenética... sou elétrica, às vezes)... De repente eu vi o que estava acontecendo ali, Bob cantando na minha frente, foi uma sensação inexplicável por mais que eu não ficasse pulando. Foi mágico, foi lindo, mexeu com umas emoções muito, muito, de dentro... e a vontade de subir no palco e abraçar todos da banda??? Nunca senti isso.


Foram muitos os estresses antes do show, por causa de mudança de lugar (sem motivo maior), estresse com preço, estresse no meu dia antes de ir pro show. E lá, tudo passou, só com The Cure.



Tão lindinho o Robert Smith dançando, nem sei se ele curte dançar, mas dava a sensação dele estar curtindo o show. Minha surpresa foi ouvir "Why can't I be you?"... Como o próprio Bob disse, pra cada um as músicas têm um significado, uma importância e pra todos varia, essa pega em mim... "Close to me" virou hino desde a compra do ingresso, a música da realização. Eu também dancei!



Ao contrário do que se imagina, as mais de 3 horas de show não foram cansativas, muito pelo contrário, nem eu imaginava que passariam tão rápido... sem perceber o tempo, porque estava ali, toda encantada, não existe outra definição pro meu estado durante o show a não ser encantada.



Fiquei pensando em quem eu queria que estivesse ali e não estava, no maior clima nostálgico. Lembrei de diversos momentos da vida em que Cure foi trilha sonora. Viagem no tempo, todas as vezes que ouvi as músicas, de repente, a realização ali ao vivo e, eu assistindo, ouvindo, sentindo. Ao meu lado as pessoas cantavam as músicas e não só "as mais conhecidas". Por onde fiquei as pessoas vibravam. Quem estava comigo, assim como eu, ama o som, ama o grupo todo. Vibrávamos com cada gesto, com cada expressão. Bati palmas, gritei empolgada, dancei... queria mais!



THE CURE 06/04/2013 SÃO PAULO_ BRASIL, tocaram:
1.Open
2.High
3.End of the World
4.Lovesong
5.Push
6.Inbetween Days
7.Just Like Heaven
8.From the Edge of the Deep Green Sea
9.Pictures of You
10.Lullaby
11.Fascination Street
12.Sleep When I’m Dead
13.Play For Today
14.A Forest
15.Bananafishbones
16.Shake Dog Shake
17.Charlotte Sometimes
18.The Walk
19.Mint Car
20.Friday I’m in Love
21.Doing the Unstuck
22.Trust
23.Want
24.The Hungry Ghost
25.Wrong Number
26.One Hundred Years
27.End
28.The Kiss
29.If Only Tonight We Could Sleep
30.Fight
31.Dressing Up
32.The Lovecats
33.The Caterpillar
34.Close to Me
35.Hot Hot Hot
36.Let’s Go To Bed
37.Why Can’t I Be You?
38.Boys Don’t Cry
39.10:15 Saturday Night
40.Killing An Arab.




(Tirei fotos só até a metade do show, porque depois fiquei tão perto... que aproveitei pra curtir e parei com as fotos)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Abrir os olhos e enxergar melhor


Do cotidiano, algumas visões que levam a devaneios.

Desde que comecei a cursar o técnico em Modelagem do Vestuário passei a prestar mais atenção em como as roupas são construídas e fico olhando pra entender o desenho e o caimento. Começo contando a historia por esse ponto porque fiquei olhando a saia evasê numa senhora na rua por uns 5 minutos ininterruptos, torcendo para que ela não percebesse ou pelo menos não levasse a mal. 

Estudei Geoprocessamento (terminou ano passado) mais para entender processamento de informações ligado a algo concreto e que eu pudesse visualizar a informação no espaço. E isso me faz entender hoje porque cortar roupa no viés tem melhor caimento no corpo: porque a malha formada por triângulos em um terreno se aproxima mais da realidade do que uma malha formada por quadrados (numa malha de quadrados temos mais lados, e ao cortar e aplicar a malha no viés provoca a "quebra" nos dois fios de urdume e dois fios de trama desses quadrados fazendo suas diagonais "virarem em mais um lado dos triângulos").

Minha busca pelo Geoprocessamento se deveu a uma insatisfação pessoal por não ter estudado melhor o assunto durante meus anos de estágio em laboratório da graduação em Oceanologia. Aprendi a operar sistemas e entendia "por alto" o raciocínio geográfico e matemático (aulas de álgebra linear) por trás daquilo tudo. Acabei direcionando meu estágio pra isso, porque eu tinha noções de desenho auxiliado por computador (CAD), desenho vetorial, que eu entendia "por alto", e que acabei entendendo a matemática por trás daquela "mágica toda" nas tais aulas de Álgebra Linear (que reprovei uma vez e passei apertada na segunda vez). 

Aí eu estudei "Educação", costumo dizer que foi uma Pedagogia Condensada. Porque achei que tinha algo a dizer às pessoas. Porque achei que poderia ensinar algo... e aprendi que aprendemos todos juntos e que o importante mesmo é despertar a vontade de aprender. Hoje em dia acho que ensinar deveria ser encantar... magia ;o) Porque eu fiquei encantada com meu ensino/aprendizagem junto com todo mundo.

E eu fui estudar Oceanologia porque um dia eu estava no ponto de ônibus esperando pra ir pra aula do curso técnico em Edificações (há muuuuuuuuuuuito tempo... quase outra vida) e uma mulher puxou papo na parada de ônibus, o assunto levou a ela me contar que tinha estudado Biologia Marinha e trabalhado com fazenda de camarão... Achei divertido! Curioso... Mas pensei: Só Biologia? Acho que deveria estudar os mares e oceanos, imaginava... (Sério! Não tinha certeza que existia Oceanografia, nem como era... foi uma ideia que passou.... Comecei a investigar... Achei! Oceanologia no Rio Grande do Sul! Não sei porque, sempre quis morar no Rio Grande do Sul).

Ao estudar Oceanologia aprendi a VIDA! Fui pensando que aprenderia tudo sobre oceanos e mares, descobri que se tem muito pra se estudar ainda!!! Mas aprendi que se saímos de casa, o mundo, a vida, as pessoas nos recebem de braços abertos e nos ensinam a cada dia mais essa magia toda da vida. Eu vi o mundo. Eu me conheci. Eu conheci além! Meu experimento microcósmico!!! Meu experimento alquímico! Meu experimento de Gaia! O Experimento!!! E só experimentando é que conhecemos. Eu fui estudar oceanos e mares porque era "a maior coisa que poderia ser estudada", e me estudei. Ganhei visão sistêmica embasada... ou o embasamento para minha visão sistêmica e, passei a enxergar melhor o mundo. Achei que poderia "salvar praias" ou algo do tipo, e vi que todo problema vem dos problemas das pessoas. Despertou minha consciência: não tem que salvar praias... tem que "salvar pessoas" tem que mostrar a elas que nós edificamos o mundo que vivemos ou o "reformamos" ao modo que nos convém... 

Eu fui estudar Oceanologia porque eu já entendia como se projetava e se construía uma casa - Tinha que aprender como é que se fez o mundo - aprendi no técnico em edificações que comecei a cursar porque, na época, era onde aprenderia a desenhar. Tem que projetar, desenhar e depois construir. E voltei.

Aí, eu trabalhei... comecei trabalhando encantando (Curso de Difusão: Formação de Professores-Educadores Ambientais para Atuação no Território)! Quanta satisfação! Plenitude! Serenidade! Fui compartilhar conhecimentos com multiplicadores de conhecimentos, alguns eram encantadores outros ainda precisam ser encantados. E acabou... Não continuou... Por que??? Não sei. Fiquei perdida.

Então recebi convite para "tirar dúvidas" de pessoas com todo desejo de conhecimento (plantão de dúvidas de cursinho pré vestibular). Quanto papo bom! Quanto aprendizado! Quanta troca. E como era divertido!!!!

Aí, precisava de mais dinheiro: "vamos trabalhar sério". Voltei a desenhar, CAD. Foi legal, mas faltava algo.

Recebi uma ideia/proposta de futuro trabalho Oceanografando! Aí sim! Fui! Além de Oceanografar, mudei de novo. E como foi lindo de novo. A vida me recebeu de braços abertos e com afago! Tanta, tanta coisa que parece que foi mais tempo do que foi!!!

Aí, voltei de novo. E aqui estou vivendo. Vendo tudo isso e mais um pouco e ainda mais... Juntando tudo de um jeito que tem todo sentido na minha mente... Porque além disso teve muito mais... Isso só foi pra mostrar que quanto mais conhecemos melhor enxergamos o mundo. E estou aqui pensando em como se mostra isso pro mundo. Como se despertam consciências sobre a responsabilidade de cada um na construção do próprio mundo?????????

São devaneios... NADA LINEAR!

domingo, 24 de março de 2013

Intuição


Componentes importantes dessa ‘coisinha’ que chama intuição: memória boa e raciocínio rápido.

Um professor meu na faculdade disse uma vez: intuição nada mais é do que a capacidade de se pensar muito rápido, de forma que deixamos de perceber até o que compõe esse pensamento. Enfim, se intui depois se busca entender e explicar quais foram os elementos que formaram a tal ideia, ou não... aceita-se a intuição e pronto.

Desta forma, parece-me possível treinar/desenvolver a intuição em qualquer um que se interesse.. é só praticar.

Resolvi publicar isso porque ela "se manifestou! em um incidente doméstico... Mas dessa vez foi fácil identificar os elementos e sequências da historia, coisa que nem sempre é fácil.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Experimento-ação do Eu


É ação de desvendar quem é/sou Eu.
É o experimento de Ser.
É um momento sem tempo, começa e dura o tempo necessário e varia.
Ao contrário do que se pensa não acontece de uma hora para a outra, para ser com harmonia, precisa de planejamento.
Quando acontece de uma hora para a outra, sem planejamento, sem respaldo, é porque deixamos passar o momento, não planejamos e, de repente caímos no abismo e a queda será tão grave quanto à falta de preparação para o momento... E tem que acontecer. E pode parecer caótico.
Para que serve isso? Para saber para o que servimos!
O mundo está cheio de oportunidades, mas nem todas nos cabem. Servem para outros indivíduos, mas não para si mesmo.
Se não levar ao o que se serve, mostrará claramente para o que não se serve.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ao vivo

Às vezes, enxergo a vida como um palco sem diferença de nível ou com iluminação focada e sem platéia no escuro...
A luz e o destaque vêm de cada um e de sua atuação.
Vejo assim, não como um filme, porque é necessário muito improviso, sem ter como retroceder, avançar ou repetir alguma cena da mesma forma.
É ao vivo!
E acho interessante que muitos já pensaram, escreveram, disseram ou cantaram algo semelhante...
Mas viver é viver/vivenciar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Pedra Branca

O show do grupo Pedra Branca é algo que deve ser experimentado devido à riqueza do som e da execução primorosa das músicas. Há alguns anos conheço as músicas deste grupo e para mim é encantador, mágico, e dependendo do meu estado, pode ser transcendente. O grupo é formado  pelos seguintes músicos: Luciano Sallun, Aquiles Ghirelli, Daniel Puerto Rico, Flávio Cruz, Ana Eliza Colomar, Ricardo Mingard. Desta vez fui assisti-los no dia 20 de setembro de 2012 no Sesc Ipiranga.


Do programa temos o seguinte: “multiculturalidade criativa que o grupo desenvolve em suas sonoridades e pesquisas, integrando a música étinica tradicional mundial com vertentes da música urbana, cosmopolita contemporânea como o jazz, tri hop, dub, breakbeats, funk executados com identidade própria”.



Comecei a ouvir por indicação de uma música, depois acabei completamente envolvida pelo som. O envolvimento foi aumentando quando busquei as aulas de Tribal com a Shaide Halim que por um tempo acompanhou o grupo como dançarina, levando outras dançarinas, pessoas que conheço e admiro muito. Hoje a dançarina que acompanha o grupo é a Laíz Latenek que dança com muita intensidade e força.

Sobre o som, Pedra Branca faz com que viajemos pelo mundo sem sair do Brasil, de modo impossível de descrever. Ver e ouvir ao vivo permite sensações diferentes de ouvir o que é gravado em studio.  A primeira vez que ouvi, foi em uma rave, e compartilho que fui só para poder ver o grupo ao vivo, acabei ficando distante e perdi detalhes. Desta vez, estava no conforto de uma cadeira na primeira fila, mas o corpo exigia espaço para dançar porque o som envolve tanto que mente, corpo e alma se manifestam.

A riqueza da apresentação é imensa, traz a música, a dança e projeção visual. Para mim, foi impossível não dar destaque ao “plâncton que dançava”, os seres que vivem nas águas com os quais tive contato por anos, projetados pelo Vj Dhirak, entre tantas outras imagens. No figurino da Laíz, é possível ver uma ruptura do que é comum, é uma construção de artes visuais que veste uma artista dançante e vemos música em movimento.

domingo, 26 de agosto de 2012

Axé! Tecnomacumba!


Tecnomacumba é axé de todos que participam. Além da Rita, dos músicos e da bailarina, os próprios espectadores compartilham axé, dançando e cantando cultura brasileira. Esse banho de loção da cultura nacional aconteceu no dia 25 de agosto de 2012 no Sesc Belenzinho.

Tecnomacumba é o nome do projeto de mais de nove anos de Rita Benneditto nome que passou a usar neste ano de 2012, antes era Rita Ribeiro.

Iniciamos em clima de oração, com a música Divino, “o mundo anda sem guia / making of da desgraça / road movie sem governo / ave-maria sem graça / o mal da naftalina”. Explosão com Saudação/Abertura, abre o show saudando as entidades da Umbanda e Candomblé na maior animação, cada orixá e entidade recebe sua saudação cantada por todos em coro, coisa linda de se ver e ouvir. Para animar mais segue com Moça Bonita, “Uma rosa / Cor de sangue, cintila / Em sua mão / Um sorriso / Que nas sombras / Não diz nem sim nem não / Põe na boca a cigarrilha / E mais se acende o olhar / Que conhece o bem e o mal / De quem quiser amar”. Animação total, afinal, já foi invocado todo o necessário para a alegria e diversão.


O show segue com Domingo 23, salve, Jorge! E vamos pra outra pra todo mundo pular novamente com Cavaleiro de Aruanda, chamamos por Jurema e saudamos Oxóssi, cantamos a lua e pulamos. Adiante com Babá Alapalá, que é uma entre as muitas histórias cantadas por Rita. E chega Xangô, o vencedor, gostosinha pra dançar. Depois a tranquila Oração ao tempo, música e lição lindas, “Tempo, tempo, tempo, tempo / Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos / Tempo, tempo, tempo, tempo / entro num acordo contigo”.

O vento bate na saia de Iansã, e fica tudo dançante novamente com A deusa dos orixás e Iansã, “Rainha dos raios / Tempo Bom, Tempo ruim”. Chega a hora de Rainha do Mar, “Minha sereia é rainha do mar / O canto dela faz admirar” e durante todo o show, a Rita Benneditto cantando e dançando! É muito axé! Voltamos às águas calmas, o momento É D’Oxum com entrada da bailarina dançando com as roupas e com a dança de Oxum e mais Mamãe Oxum.

Aí vem Coisa da Antiga, história de vida de muita gente e mais animação, Rita Benneditto   vestida de vermelho e bordada de santinhos, com muita presença cênica interpreta de forma caricata os personagens e vira uma velhinha para cantar “Bahia, / Oh África /Vem cá, vem nos ajudar /Na tina, vovó lavou, vovó lavou / A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada” . Segue cantando Cocada saudando Cosme de Damião e, os ibejis e continua, “Ai meu Deus se eu pudesse / Eu abria um buraco /Metia os pés dentro criava raiz / Virava coqueiro trepava em mim mesmo / Colhia meus côcos meus frutos feliz / Ralava eles todos com cravo e açúcar”. Ao terminar  “Co-co-cocada” , vem seu momento Roberto Carlos, como ela mesma disse, e começa a distribuir rosas para o público. Fala sobre a mudança de nome para nos deixar curiosos, mas não esclarece muito. Conta sobre o Projeto Tecnomacumba com mais de nove anos de vida, e sobre a importância da cultura brasileira tão rica e combinada de diversos povos.
“Jurema deu um estrondo / Que toda a terra estremeceu / Por onde anda os companheiros da jurema / Que até hoje não apareceu”, segue o show com Jurema e já sentimos que está chegando o fim “Ô juremê juremá / É uma cabocla de pena/ Filha de tupinambá / Rainha das águas e areias / Nunca atirou pra errar”. O show chega ao fim com Tambor de Crioula, “Ô dá licença minha gente eu vou m´embora / Eu vou m´embora já está chegando a hora / Eu vou m´embora mas um dia eu volto aqui”.
(Raven Kirsh para HAM WebRadio)

domingo, 15 de julho de 2012

Show!


Wayne Hussey em São Paulo
(Texto e fotos: Raven Kirsh, para HAM Web Radio)


Wayne Hussey fez uma apresentação no dia 14 de julho no SESC Ipiranga, a princípio uma noite fria que foi aquecida pelo som e pelo carisma deste músico. Entrando no palco com uma garrafa de vinho e cumprimentando o público em Português, conta que o vinho o ajuda a falar melhor nosso idioma, mas que seguiria falando em Inglês mesmo. Assim começou o show, quebrando o gelo.





Mas a historia começa mesmo é na divulgação. As redes sociais andam com um papel importante para divulgação de eventos, além dos sites dos próprios artistas. Tenho acompanhado as notícias e toda a divulgação da banda The Mission e do Wayne Hussey através de inscrição no perfil da banda no Facebook. Acho importante esse cuidado que eles têm em manter seus apreciadores bem informados, é garantia de público. Além dos eventos que foram anunciados no perfil, também colocaram notícias das entrevistas que faria. Esta semana Wayne Hussey apareceu em TV aberta, no Programa Todo Seu, nas TVs on line Show Livre e TVABCD.

Seguindo a historia vem a aquisição do ingresso, que foi tensa! Como fui ao Cine Joia assistir à The Mission, estava cheio, imaginei que os ingressos pra apresentação solo acabariam logo. Fiquei preocupada e coloquei na cabeça que precisaria chegar cedo no dia que as vendas das entradas se iniciassem. Cheguei numa das unidades do SESC – eles têm um sistema que diversas unidades vendem os ingressos para os diversos eventos – e, dito e feito, muita gente comprando ingressos. Respirei fundo, e pensei, “Ainda consigo o meu! Esse pessoal todo não vai pra mesma apresentação que eu”. Foi passando o tempo, uma hora passou e nada de chegar a minha vez. Quase duas horas depois, “Minha vez!”, vi o mapa do teatro e fiquei apavorada, quase todo tomado... Mas tinha um lugarzinho lá na primeira fila pra mim! Comprei um bom lugar. E sim, em pouco mais de duas horas os ingressos se esgotaram! Fica a dica para quem quiser ir a apresentações com poucos lugares e com bons preços, que se preocupem em adquirir logo o ingresso.


Enfim, o show! Após sua entrada e comunicação com o público, Wayne começa tocando “Beyond the pale”, parece que ele abre sempre com esta música, em seguida toca “Shades of green” e depois pergunta o que o público gostaria de ouvir. Alguém no fundo grita “Love me to death” e, ele começa a tocá-la. Segue tocando a música que escreveu para a esposa “Like a child again”, uma das que ele sabe que tocará em todo apresentação que fizer. O pessoal segue pedindo músicas, mas dessa vez ele diz que ele vai tocar algo novo, pedem mais uma música conhecida qualquer e ele diz algo como “Eu sei que vocês querem escutar essa música, é o que vou tocar”, e começa a tocar “I’m falling”. Segue tocando cover da Björk, “Unravel”, que está no álbum “Curious” que gravou com Julianne Regan (da banda All about Eve e, também o vocal feminino de “Severina”).



Começa a tocar “Dragonfly”, a primeira música que ouvi de The Mission nos primeiros anos de faculdade. Porque como dizem por aí, a música conecta pessoas, e meu gosto por rock gótico aflorou, certamente, com amigos que tive na universidade. Lembro de terem me emprestado o cd Aura, e me apaixonei pelo som. Segue outro cover que achei o máximo, “Ashes to ashes” do David Bowie e que também está no álbum “Curious" – Hussey-Regan). Mais um apanhado de The Mission com: “Island in a stream” e “Serpent’s kiss”.


Entre um bloco de músicas e outro, entre as trocas de instrumentos, Wayne vai falando com a plateia, num clima muito gostoso. Brinca que seus instrumentos estão à venda. Quando pega seu ukelele para tocar, alguém grita “cavaquinho” e, ele responde que não é o instrumento brasileiro. E toca com o ukelele: "Blush""; She conjures me wings"; "Shelter from the storm"; "Happy birthday to the Family", quando ele comenta que algumas pessoas da família dele estavam fazendo aniversário e pede ajuda do público. Lembrando que o show do Cine Joia com The Mission foi um dia depois do aniversário do Wayne, e também cantamos “Parabéns a você”.


Descontraído, como parece que sempre é, conversando com o público, conta a historia de que agora é um músico profissional, coisa brasileira, como ele disse, pois esta semana foi fazer o exame para a Ordem dos Músicos do Brasil. Disseram a ele que chegaria para fazer o exame da ordem e faria uma audição para duas “senhorinhas” (old ladies) e era só. Chegando lá, ele falou com uma mulher, que não tinha muito a ver com a ideia que lhe tinham passado e esta anotou seus dados e o encaminhou para a sala da audiência. Lá ele encontrou as senhorinhas de acordo com o que lhe tinham descrevido, achou bom ter levado seu violão, pois os que tinham por lá pareciam de “brinquedo”. Mas como não levou seu teclado, acabou usando um pequeno que tinha por lá e fazendo piada com isso, fez sinais de que tocou usando só os dedos indicadores, quando estava terminando de tocar, uma das avaliadoras pediu para continuar porque ela gostava da música, ele estava tocando algo do Elvis.



Além de tocar as músicas as mais pedidas e as não tão pedidas da banda The Mission, tocou além dos covers citados: U2, The Cure, Depeche Mode, Hank Williams, além de Happy Birthday e White Christmas. E eu acrescento que para ficar melhor para mim, só incluir na lista “Enjoy the silence” que também está no álbum “Curious” e dar um jeito de colocar algo de Joy Division. Quem quiser ver o setlist completo e ouvir é só acessar setlist.fm.



Depois de umas duas saídas e entradas, Wayne Hussey termina o show tocando “Butterfly on a wheel”. Foi um encerramento lindo! O coro foi emocionante. E Wayne terá público garantido onde quer que toque em São Paulo, pois estamos completamente encantados por ele.